VIAGEM | TAILÂNDIA, EM BANGUECOQUE

Depois de uma longa viagem de doze horas, chegamos. Finalmente. Eram quase dez da manhã, quando sentimos o bafo inconfundível de Banguecoque. Estavam cerca de trinca e seis graus, mas no real feel dizia quarenta e quatro. Terrivelmente abrasador.

Chegamos ao hotel, muito perto da zona mais “badalada” da capital. Onde qualquer “mochileiro” que se preze tem que marcar presença. Rambuttri Village Plaza, admito que os quartos não são muito bons (as fotos do booking, nada têm a ver com a realidade). Deu para dormir e tem uma óptima piscina para nos refrescar, depois de um dia inteiro a andar por templos, mercados, ruas e ruelas.

Não amei Banguecoque. Mas, também acho, que ir à Tailândia e não visitar esta cidade não faz qualquer sentido. É suja. Os cheiros são, talvez, o mais difícil de suportar. Mas são eles que criam toda a atmosfera que a envolve. Perceber o que é Banguecoque sem sentir o cheiro, é impossível. Como, a tecnologia ainda não nos permite transmitir cheiros, só lá indo é que se vai perceber o que esta cidade, tão única, é.

Khao San Road, é a meca dos mochileiros e foi a nossa primeira paragem. A cinco minutos do hotel, fomos comer qualquer coisa. Já que na Tailândia não existem horas de almoço ou jantar, come-se sempre e sempre o mesmo tipo de comida. Por isso, foi aqui que comemos o nosso primeiro Pad Thai. Pagamos 40 baths, com frango (cerca de um euro). É uma espécie de noodles, de vários formatos, vegetais, amêndoa e molhos. Vários molhos. Muitos molhos. O que interessa, sabe muito bem.

Apanhamos um Tuk Tuk. O primeiro. A ideia era visitar alguns dos templos da cidade. O preço eram 20 Baths, que são cerca de trinta cêntimos. Uhhhhhh…. Baratíssimo! Vamos! O rapaz era simpático e começou por nos mostrar os templos mais importantes. São locais místicos, mas que me transmitem bastante tranquilidade, ao contrário do que uma igreja católica me transmite. Tudo é pintado a dourado, que simboliza o sol, e os padrões são coloridos e cheios de bom gosto. A meu ver. 

Tudo corria bem no nosso tour de Tuk Tuk, até que o nosso rapaz simpático, decidiu enfiar-nos numa loja de fatos (que há aos trambolhões na cidade) para ele ganhar uns trocos extras. Dissemos-lhes que não queríamos e seguimos viagem. Mais um templo e de seguida mais uma loja. Chateamo-nos com ele, pagamos-lhe e saímos onde estávamos.
E onde estamos?! Andámos e andámos em busca de nomes de ruas, a tentar encontra-las no mapa. E nada. Começou a chover, como se não houvesse amanhã. Corremos entre ruas desconhecidas até que a chuva nos obrigou a parar. Entramos numa oficina de mecânica. Eles foram super simpáticos, não falavam uma palavra de inglês, mas conseguimos comunicar minimamente. Tiveram cerca de uma hora a olhar para o nosso mapa, para nos conseguirem dizer onde estávamos. Mas lá nos localizamos. A chuva passou e começamos a andar. E andar. E andar. Mas, o calor é tão forte e húmido, que suávamos a cada passo. Fomos obrigados a apanhar outro Tuk Tuk, que nos cobrou 150 baths (cerca de três euros e meio). Moral da história: “o barato saí caro”.

Tivemos três dias em Banguecoque e, penso, que seja o suficiente. Ainda tivemos tempo para meter-nos num barco e passear pelos inúmeros canais da cidade, onde vimos os templos e as casas de outra perspectiva. Pagamos 600 baths os dois (cerca de quinze euros), por uma hora de passeio. 


Para além de tudo isto ainda andamos num barco, tipo autocarro da carris, onde pagamos 8 baths (cerca de vinte cêntimos) para chegarmos à casa de Jim Thompson. Um americano que fazia exportação de seda e vivia numa lindíssima casa, cheia de charme e com um jardim deslumbrante. Mas, no fim da história, desapareceu algures na Malásia e nunca mais souberam dele. É o D. Sebastião tailandês. 
Também visitamos a parte mais moderna da cidade, mas foi tipo “visita de médico”. E fomos ao mercado flutuante. Mas isso, fica para o próximo “episódio”, que este já vai longo.

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