VIAGEM | ÍNDIA A PRETO E BRANCO


Este ano, as minhas férias, foram muito mais que uma viagem de prazer e descanso. Foram uma experiencia cheia de aventuras e vivencias, felizes, menos felizes, divertidas, chocantes… houve de tudo. A Índia é um país especial, cheio de contrastes que nos fazem pensar no que realmente importa.
Normalmente, este país, com mais de um bilião de habitantes, é descrito pelas cores. Depois da minha experiencia, acredito que o melhor da Índia deve ser transmitido a preto e branco, para que as expressões e os valores saltem à vista, sem distrações.

Tudo começou em Delhi, a capital. A minha primeira impressão foi de nojo. Apetecia-me vomitar. O cheiro e a presença de excrementos e de todo o tipo de lixo inundava a rua, se estivesse sozinha tinha voltado para trás. Aprendi nos primeiros minutos de índia, que é muito importante olhar para o chão, porque as vacas, sagradas por simbolizarem a maternidade, estão por todos os lados, ruas, ruelas, estradas, autoestradas, rios, lagos… e os seus excrementos também estão presentes em todos esses sítios. Delhi é um choque, é o primeiro choque que levamos, pelos cheiros, pela confusão do trânsito, pela poluição, pela cultura… mas tem de fazer parte do percurso.

Após doze horas de comboio chegamos a Varanasi, toda uma experiencia de gargalhadas e momentos inolvidáveis. Das cidades mais sagradas do país, transmite toda a sua essência. Plantada à beira do rio Ganges, um dos locais mais sagrados para o hinduísmo, onde se crema corpos, toma-se banho, lava-se os dentes, roupa… tudo acontece aqui, porque, segundo eles, a sua água limpa todos os pecados e pode até curar doenças. É, talvez, o local de onde tenho mais fotografias das pessoas, pela variedade e pelos sentimentos que esta cidade transmite.

Mais doze hora de divertidos comboios e chegamos a Agra, a cidade do Taj Mahal, uma obra imponente, feita por amor que deslumbra por si só. Não a aproveitei ao máximo pelo calor, era horrível e já nem conseguia andar. Mas é, realmente, uma maravilha do mundo.
Jaipur foi a próxima paragem, uma cidade evoluída, diferente de tudo o que deixamos para trás. Mas com toda a essência da Índia. Cheia de templos, palácios e inúmeras belezas. Foi a cidade que mais gostei.

Mais umas horas de autocarro e chegamos a Pushkar. Segundo Brahma foi aqui que tudo começou, a fundação do universo fez-se a partir de aqui. Uma cidade muito autêntica e especial. O local onde muitos europeus vêm para retiros espirituais, que na minha perspetiva não passam de uma dosagem excessiva de marijuana. Peço desculpa pela sinceridade, mas foi o que vi.


Udaipur. A cidade mais bonita e especial de todas. Foi aqui que fiquei mais dias e de onde é a família que me acompanhou nesta viagem. Senti-me em casa. Talvez por ser uma cidade que me lembra a minha origem, Tavira. Vale a pena visitar e a “casa” onde fiquei vale ainda mais: Hari Niwas Guest House.

























Não me queria alongar muito, visto que o blog se dedica a decoração e não a viagens. Mas tinha que falar desta experiência. Resumi ao máximo o que foi a Índia para mim, mas também porque ainda estou a processar tudo, ainda não sei bem o significado do que me aconteceu por lá. Se quiserem saber mais detalhes ou outro tipo de informação podem enviar-me um email, responderei com todo o gosto: carolina.saleiro@meurebulico.com.

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